terça-feira, 3 de junho de 2008

CVC

Lembro lembro lembro lembro muito bem quando eu era pequeno e aquilo que eu passei
Joguei ao berlinde, joguei á ‘panhada era tão traquinas e só fazia cagadas
Na infância ser assim acho que faz parte, mas roubar fruta do vizinho era arte
E que saudades tenho e tenho orgulho dos amigos que brincaram comigo quando era miúdo Dulcinto? Mano confirma aí a beleza de ser criança ainda está dentro de ti? Então diz- me quem é que quer crescer ser adulto, obrigado a algo fazer?Então chegaste á minha conclusão? Claro irmão, a nossa infância foi diferente mas não foi em vão, aqui estamos nós crescidos, endurecidos e prontos pra lutar, prontos pra lutar
(REFRÃO)A minha infância não esqueço para sempre quero senti-la eu chamo-te Maria rapaz e tu a mim puto charila pontapés numa bola quando saía da escola era tudo o que importava até perdia a mochila
Esquece lá essa bola então não gostas de mim foste tu que me ofereceste aquela flor de jardim Até faltaste ao encontro pa não faltares na baliza São apenas coisas simples que a inocência eterniza.
Ainda me lembro das nossas idas á praia mesmo nos dias em que o sol não reflectia na muralhaO vicio pelas ondas qualquer coisa superava e mesmo com tempestades eu nunca ficava em casa agarrado á prancha
Descer a Avenida de skate, é engraçado lembrar mais foi na praia que aprendi o meu primeiro passo de breakSei que o tempo é distante mas bons momentos não esqueço e é aqui que eu pertençoLembro o Varela e o Piny, toda a gera vizinha que parava no moinho a dar voz a uma cantiga
Puto Gil no Chile espero que estejas baril do outro lado do Mundo num ambiente tranquiloFoi com vocês a infância, com vocês o crescer manteve sempre a ideia – há que lutar para vencerMas meus amigos antigos hoje separados no tempo quando de vocês me lembro só relembro bons momentos.
(REFRÃO)A minha infância não esqueço para sempre quero senti-la eu chamo-te Maria rapaz e tu a mim puto charila pontapés numa bola quando saía da escola era tudo o que importava até perdia a mochila
Passei a infância na ânsia de me tornar adulto, hoje crescido ás vezes gostava de voltar a ser putoSou o Miguel de Carcavelos ainda com poucos pêlos no corpo e na cara não era muito traquino mas tinha o meu tempinho de irmão metralha como na primária onde me escondia debaixo da escada para ver o que a mini-saia da Soraia.Eram tempos em que tudo parecia ter magia até quando partimos com a bola o vidro da vizinha
Sem computador e carrinhos com motor, sem Gameboys e com algum suor construímos cabanas e carrinhos com rolamentos e quando as nossas mães nos chamavam não sei porque ninguém respondia porque isso diminuía o nosso vooMas sempre qu’ela me chamava eu dizia “já vou” ah até que se chateava, descia e aí começava o bofetadas!
(REFRÃO)A minha infância não esqueço para sempre quero senti-la eu chamo-te Maria rapaz e tu a mim puto charila pontapés numa bola quando saía da escola era tudo o que importava até perdia a mochila
Nha nha nha nha nha nha nha nha ………

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Com um brilhozinho nos olhos (lamento)

"Com um brilhozinho nos olhos e a saia rodada escancaraste a porta do bar trazias o cabelo aos ombros passeando de cá para lá como as ondas do mar.Conheço tão bem esses olhos e nunca me enganam,o que é que aconteceu, diz lá é que hoje fiz um amigo e coisa mais preciosa no mundo não há.Com um brilhozinho nos olhos metemos o carro muito à frente, muito à frente dos bois ou seja, fizemos promessas trocamos retratos trocamos projectos os dois trocamos de roupa, trocamos de corpo,trocamos de beijos, tão bom, é tão bom e com um brilhozinho nos olhos tocamos guitarra p'lo menos a julgar pelo som E que é que foi que ele disse?E que é que foi que ele disse?Hoje soube-me a pouco. passa aí mais um bocadinho que estou quase a ficar loucoHoje soube-me a tanto portanto,Hoje soube-me a pouco Com um brilhozinho nos olhos corremos os estores pusemos a rádio no "on"acendemos a já costumeira velinha de igreja pusemos no "off" o telefone e olha, não dá p'ra contar mas sei que tu sabes daquilo que sabes que eu sei e com um brilhozinho nos olhos ficamos parados depois do que não te contei Com um brilhozinho nos olhos dissemos, sei láo que nos passou pela tola [o que nos passou pelo goto]do estilo és o "number one"dou-te vinte valores és um treze no totobola [és o seis do meu totoloto]e às duas por três bebemos um copo fizemos o quatro e pintámos o sete e com um brilhozinho nos olhos ficamos imóveis a dar uma de "tête a tête"E que é que foi que ele disse?...E com um brilhozinho nos olhos tentamos saber para lá do que muito se amou quem éramos nós quem queríamos ser e quais as esperanças que a vida roubou e olhei-o de longe e mirei-o de perto que quem não vê caras não vê corações com um brilhozinho nos olhos guardei um amigo que é coisa que vale milhões.E que é que foi que ele disse?"
Fui embalado com estas palavras pelo o meu pai, não questionei o sem sentido, deixava-me adormecer apenas. Fui crescendo e o eco destas palavras começaram a despertar-me. Finalmente entendi o seu sentido, e mais uma vez o meu timimg foi desastroso. Não era agora, talvez antes. Desculpa a minha noção de tempo, mas consegui dizer é isto.
Agora senão te importas vou continuar a jogar com as pedras, o contexto assim manda.
(PLAY)
:p