quarta-feira, 7 de maio de 2008

Cristina

De volta á esfera redonda, sento-me no chão

Nunca me dei bem com cadeiras.

São utensílios de vaidade e ostentação, perturbadores da realidade

Aqui no chão, posso estender-me sem a preocupação de cair

Aqui no chão, olho o céu e água

Aqui no chão, contrario a hereditária ceifeira

Aqui no chão, mastigo cereais sem leite

Aqui no chão, as expectativas são baixas mas esperança é realmente verde

Aqui no chão, as pedras falam e as formigas folgam

Aqui no chão, uma negativa é esforçada

Aqui no chão, as ideias não têm segmento e os pensamentos confundem-se com nuvens

Daqui do chão, consigo ver-te e tocar o teu reflexo

Daqui do chão, a tua bandolet e é amarela

Daqui do chão, ouço o teu sorriso

Daqui do chão, digo-te até já

É aqui no chão que vou esperar….

Daqui do chão Cristina, vou morrendo vivendo


Obrigado, devaneios Cristina. Não sei escrever, mas sei pensar

1 comentário:

Anónimo disse...

literariamente impressionada.